Acumulado de 2018 registra 591 mil unidades montadas em Manaus e alta de 19,3%

A produção de motos registrou 96,3 mil unidades em julho. Foi o segundo melhor mês do ano e resultou em uma grande alta de 92,1% sobre junho, quando alguns fabricantes anteciparam suas férias coletivas como consequência da greve dos caminhoneiros.
Outro motivo para o crescimento mensal é que a Abraciclo, associação que reúne as fabricantes, incluiu pela primeira vez os números da JTZ, uma nova associada que montou em julho 1,7 mil motos e scooters das marcas Haojue e Kymco. Sem a novata, a alta sobre junho teria sido de 88,7%. No acumulado do ano foram produzidas em Manaus 591 mil motos, resultando em alta de 19,3% sobre os mesmos sete meses do ano passado.
A Abraciclo atribui o crescimento do mercado de duas rodas ao aumento na oferta de crédito e também aos consórcios. As vendas no atacado (das fábricas às concessionárias) somaram em julho 88,8 mil unidades, o que resultou em crescimento de 74,6% sobre junho. Assim como ocorreu com a produção, o salto também foi motivado pela greve no setor de transporte rodoviário e pela entrada da JTZ. Excluídas as 949 unidades repassadas pela nova marca, o crescimento sobre junho seria de 72,6%.
No acumulado do ano, as vendas no atacado somaram 540,1 mil unidades, resultando em acréscimo de 15,6% sobre os mesmos sete meses do ano passado. As exportações do setor até julho alcançaram um total de 40,8 mil motos, número 13,4% mais alto que o de igual período do ano passado.
Assim como ocorreu com as montadoras de automóveis e caminhões, as fábricas de motos revisaram para baixo suas exportações como consequência da retração no mercado argentino, principal destino das motocicletas brasileiras. Em vez de 85 mil, a entidade estima agora 80 mil unidades enviadas ao exterior até o fim do ano.
Com informações de: Automotive Business


