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Projeção menor para o PIB em 2018 não afetará crescimento do mercado de caminhões

Projeção menor para o PIB em 2018 não afetará crescimento do mercado de caminhões

A projeção de que o PIB pode ser menor do que o esperado para 2018 não afeta a confiança da Volvo Trucks no mercado de caminhões, em franco crescimento. A marca, que de janeiro a maio anotou aumento das vendas acima de 86%, para pouco mais de 3,5 mil unidades contra as 1,9 mil emplacadas em iguais meses de 2017, aponta os motivos para manter sua projeção de crescimento para o ano.

“O PIB menor não vai ter impacto este ano: nossos indicadores internos [carteira de pedidos e de exportações] mostram que mesmo menor, não haverá efeito, não neste ano. Esperamos que 2018 será um ano com o mercado bastante ativo e forte”, afirma o gerente comercial de caminhões Volvo, Alcides Cavalcanti.

Para o executivo, indicadores econômicos em geral continuam favoráveis. Ele cita Selic, em nível mais razoável, e inflação, ainda sob controle, e aponta que os próprios transportadores estão mantendo o viés positivo para o segmento, principalmente após a proposta de acordo do governo para conter a greve dos caminhoneiros, que ocorreu na penúltima semana de maio e que parou o País. “Com a redução em 12% do preço do diesel, o custo do pedágio reduzido para eixo suspenso sem carga, a desoneração da folha que podia impactar, tudo isso agora favorece a redução do custo do transportador e consequentemente pode trazer maior rentabilidade”, analisa Cavalcanti.

Sobre o preço do frete, o gerente da Volvo acredita que “mudará para outro patamar”, embora ainda haja discussões entre o governo e a categoria para definir uma nova tabela.

Cavalcanti participou do anúncio da compra do distribuidor Volvo Apavel, que atua no Nordeste, pelo concessionário Tracbel. “A melhora do cenário econômico e do PIB reflete em todos os estados e regiões. Por causa da crise, muitos frotistas deixaram de fazer renovação da frota: basta lembrar que desde 2015, o mercado de caminhões pesados [acima de 16 toneladas de PBT] caiu na ordem de 70% em todo o Brasil. Agora, esses frotistas estão voltando a comprar”, pondera.

Segundo Cavalcanti, os estados do Ceará, Piauí e Maranhão, onde está localizada a rede Apavel comprada pela Tracbel, representam juntos 5% das vendas de caminhões da Volvo no País. A marca mantém números positivos neste raio de atuação: em 2017, entregou 1,1 mil unidades, o que lhe garantiu 22% de participação. A empresa contabiliza uma fatia de 38% no segmento pesado e de 12% no semipesado.

“Para este ano, nossa projeção para estes estados é de 1,8 mil caminhões ou talvez até 2 mil, com um aumento de participação de 12% para 17% no semipesado e para 34% no pesado”, revela. “É uma importante região de passagem, ela tem um impacto grande no transporte por causa do escoamento de grãos. Com a Tracbel, que tem excelência na rede e no pós-venda, acredito na manutenção desses números positivos.”

Até agora, a Volvo responde por 34% das vendas de caminhões pesados no Nordeste e representa 10% nos semipesados. Já na região Norte, a proporção é de 25% nos pesados e 6,5% nos semi. “No primeiro semestre, registramos no Brasil um crescimento acima da média do mercado e no segundo semestre, acreditamos que a marca vai acompanhar a evolução e o aquecimento das vendas, que são sempre mais fortes neste período”, completa Cavalcanti.

O diretor de desenvolvimento de concessionárias do Grupo Volvo na América Latina, Adriano Merigli, reforça a importância da região Nordeste para o desempenho da Volvo no Brasil: “A atividade agrícola e as próprias transportadoras em geral estão cada vez mais fortes na região. Há um desenvolvimento importante na área alimentícia acontecendo no Ceará, o agronegócio expandindo no Maranhão e uma diversidade econômica despontando no Piauí. Com isso, há um apelo forte em programas de fomento para o Nordeste com taxas muito atrativas, inclusive para adimplentes que conseguem taxas ainda menores, há um trabalho muito forte por aqui dentro do consórcio Volvo, frotas sendo construídas a partir de planos de consórcio.”

 

Com informações de: Automotive Business | Sueli Reis

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