Aumento ficou acima da média do segmento de duas rodas, cujas vendas subiram menos de 7% no período

A venda de motos com cilindrada acima de 450 cc somou no primeiro semestre 18,6 mil unidades, registrando alta de 11% sobre o mesmo período do ano passado. O crescimento é maior que o da média do mercado de duas rodas, cujos emplacamentos totais subiram 6,9% na comparação interanual.
O crescimento foi puxado pela Honda, líder de mercado, que vendeu 5,6 mil unidades de alta cilindrada de janeiro a junho, 48% a mais que no mesmo período do ano passado. Outra marca com crescimento acentuado em 2018, mas sobre uma base bem menor, foi a J.Toledo Suzuki. Com 1,8 mil motocicletas, registrou alta de 205% sobre a primeira metade do ano passado.
Aparentemente, a estratégia da J.Toledo em concentrar-se em motos Suzuki de alta cilindrada e deixar o segmento de baixa cilindrada para a divisão JTZ (leia aqui) está dando certo.
Outras marcas com tradição em motos grandes registraram alta. A Harley-Davidson vendeu 2,6 mil unidades e anotou acréscimo de 3%. Da Kawasaki foram licenciadas 1,4 mil unidades de alta cilindrada, 14% a mais que na primeira metade de 2017. A Triumph teve 2,2 mil motos emplacadas em 2018 e cresceu 15,3%.
Também é verdade que algumas montadoras perderam espaço no segmento de alta cilindrada. Chama a atenção o desempenho da Yamaha. Suas vendas totais (alta e baixa cilindradas) somaram 61,6 mil unidades e cresceram 8,9%, mas no segmento acima de 450 cc a montadora emplacou pouco mais de 1,8 mil unidades e anotou queda de 40%. Entre os motivos estão a saída de linha da XT 660 e a retração nas vendas da MT 07 e da MT 09.
Como a Yamaha, a BMW anotou alta geral, mas queda em alta cilindrada. Seus emplacamentos totalizaram mais de 3 mil unidades e cresceram 18% quando computadas as motos G 310 R e G 310 GS. No entanto, quando olhados apenas os modelos acima destes, a marca registra retração de 12,8%.
A Ducati teve um fraco desempenho neste primeiro semestre, com a venda de 453 motos, 17% a menos que na primeira metade do ano passado.
Com informações de: Automotive Business | Mário Curcio


