Concessionários de veículos aprenderam com a crise
Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, acredita, porém, que setor deve passar por concentração ainda. São quatro os pilares básicos para ser vitorioso na área de distribuição de veículos: ter capital, expertise, um bom produto e fomentação. Essa pelo menos foi a receita revelada por Alarico Assumpção Jr, presidente da Fenabrave, quando questionado se vender automóveis e caminhões no Brasil é um bom negócio na atualidade. “Se tiver tudo isso, sim. Mas tem que antes de tudo ter paixão pelo que faz”. Na semana em que AutoIndústria comemora seu primeiro ano, Assumpção Jr. concedeu ampla entrevista, na qual aborda a pior crise vivida pelo setor, o atual estágio da rede, as novas tendências na área de distribuição e as projeções para o mercado. O setor enfrentou recentemente crise sem precedente no País. Quais os reflexos na atividade? Se pegarmos o histórico do setor automotivo no Brasil, com certeza os anos de 2015 e 2016…
Produtor rural tem confiança em seu negócio e vai seguir em frente
O mercado de máquinas agrícolas acumula queda de 2,3% nas vendas no primeiro semestre ante 2017, com 19,8 mil unidades, mas está pronto para uma virada. No início do ano, a previsão dos fabricantes era de crescimento de 3,7%. A guerra comercial entre EUA e China, que estabeleceu tarifas de 25% nas transações, vai favorecer o Brasil nas exportações de soja e os produtores vão precisar ampliar ou atualizar suas frotas. “Agora nossa projeção é de alta de 7%”, diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Alfredo Miguel Neto, que é diretor da John Deere. As vendas devem atingir 45,4 mil unidades, ante 42,4 mil em 2017. Os EUA exportam 60% de sua soja para a China. Com as barreiras comerciais, a China está se voltando para o Brasil e começou a pagar prêmio pela soja brasileira (valor acima da cotação internacional para fazer reserva…
Caminhões Pesados sustentam crescimento
As vendas de caminhões no primeiro semestre chegaram a 32 mil 25 unidades, crescimento de 49,3% ante idêntico semestre de 2017, sustentado, principalmente, pelo desempenho das vendas no segmento de pesados. De janeiro a junho representaram metade das vendas de caminhões no País – foram 14 mil 189 unidades, crescimento de 87,4% ante o volume vendido no mesmo semestre do ano passado. As vendas de veículos da categoria, inclusive, concentram a expectativa da indústria de vender mais caminhões este ano na esteira das demandas do agronegócio. Na categoria a Mercedes-Benz foi a empresa que mais vendeu no semestre: 4 mil 99 unidades, 88,2% a mais do que o volume vendido pela empresa durante o ano passado. A Volvo foi a segundo empresa que mais vendeu pesados no período, 3 mil 857, alta de 88,2% no mesmo padrão de comparação. A Scania vem logo atrás, na terceira posição: vendeu 3 mil…

