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Fabricantes de veículos projetam crescimento menor em 2019

Fabricantes de veículos projetam crescimento menor em 2019

Expectativa da Anfavea sobre o aumento das vendas passa de 11% para 9% com relação a 2018

A Anfavea, associação das fabricantes de veículos, refez sua projeção de vendas para 2019 e aponta que o crescimento do mercado será menor do que o esperado anteriormente. Na nova previsão divulgada na segunda-feira, 7, a entidade baixou de 11,4% para 9,1% a estimativa de alta das vendas domésticas e agora espera o emplacamento de 2,80 milhões de unidades, na soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, contra o volume de 2,86 milhões previstos ainda em janeiro.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, argumenta que a primeira previsão feita nos meados de novembro e dezembro do ano passado e divulgada em janeiro foi baseada em uma expectativa econômica diferente do que está atualmente. O executivo lembra que naquela época, logo após as eleições, a indústria trabalhava com um PIB de 3% a 3,5% para 2019 e esperava uma economia mais positiva com a consolidação das reformas, que continuam tramitando no Congresso Nacional.

Vale lembrar que o relatório Focus com as projeções do Banco Central divulgado nesta mesma segunda-feira mantém pela quarta semana um crescimento do PIB que beira a estabilidade com alta de 0,8% sobre o ano passado. Há 12 meses, a estimativa estava em 2,5%. Apesar disso, a meta da Selic para fechar o ano está em 4,75% (a taxa atual é de 5%) enquanto a estimativa para o IPCA (que mede a inflação) está em 3,4%.

Com a mudança do cenário para uma economia estagnada e outros fatores, como a demora do Legislativo em aprovar a reforma da previdência e o agravante da crise na Argentina, o presidente da Anfavea confirmou a necessidade de revisar as projeções.

O QUE A ANFAVEA ESPERA DE 2020?

Embora ainda não comente sobre os números de mercado para 2020, Moraes aponta que a Anfavea vai considerar um PIB que ele chamou de moderado ao definir as projeções do ano. O produto interno bruto poderá contar com um fator positivo, a liberação de parte do FGTS para a população, que pode injetar até R$ 40 bilhões na economia, adicionando cerca de 0,3% a 0,5% no PIB. Ele aponta também aponta outros fatores que deverão ser incluídos na análise econômica e de mercado da entidade, como a tendência de queda da Selic e que pode continuar no próximo ano, além da inflação sob controle.

“Vemos [2020] com mais otimismo; acho possível ter um PIB 2% maior, que é razoável. A taxa de juros é um item importante, para este ano se fala em uma Selic de 4,75% e até de 4,5%. Com isso os bancos estão mais propensos a dar crédito ao setor automotivo: aumentou a competição e esse efeito vai se propagar no ano que vem com a taxa caindo um pouco mais. A expectativa é de que com os riscos sob controle a oferta adicional de crédito para o setor seja de 20%”, afirma.

Segundo o executivo, é esperado mais investimentos em infraestrutura a partir de 2020, estimado em R$ 208 bilhões para os próximos anos, com a promessa das privatizações, que podem elevar a necessidade de obras em diversos setores.

“Em 2020, o impacto [dos investimentos] não será muito forte, será maior a partir de 2021 ou 2022, mas começa em 2020”, afirma.

Além disso, ele reforça sua defesa sobre a necessidade de concluir a reforma da Previdência, que está em fase de voto no Senado.

Com informações de: Automotive Business

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